quinta-feira, 21 de julho de 2011

Aula 2 – Livro Natureza do Espaço: as técnicas, o tempo e o espaço geográfico







Aula 2 – Livro Natureza do Espaço: as técnicas, o tempo e o espaço geográfico

Vamos de agora em diante analisar o livro de Milton Santos parte por parte. Nesta aula vamos entrar no capítulo 1 – as técnicas, o tempo e o espaço geográfico. Vamos direto na frase de introdução do capítulo:

“É por demais sabido que a principal forma de relação entre o homem e a natureza, ou melhor, entre o homem e o meio, é dada pela técnica. As técnicas são um conjunto de meios instrumentais e sociais, com os quais o homem realiza sua vida, produz e, ao mesmo tempo, cria espaço”

“Tomando um aspecto concreto de análise geográfica. Pierre George (1974) distingue a cidade atual da cidade anterior, lembrando que esta, na metade do século XIX seria um produto cultural. Hoje a cidade esta a caminho de se tornar rapidamente, no mundo inteiro, um produto técnico. E acrescenta: a cultura era nacional ou regional, a técnica é universal.”

“Cabe, também, uma referencia particular a obra de Maximilien Sorre, o primeiro geógrafo a propor, com detalhe, a consideração do fenômeno técnico, em toda a sua amplitude. A noção de técnica é abrangente. Para ele “essa palavra técnica dever ser considerada no seu sentido mais largo, e não no seu sentido estreito limitando-a a aplicações mecânicas. Para Sorre a noção de técnica se estende a tudo o que pertence a industria, a arte em todos os sentidos da vida humana. A idéia da técnica como sistema já lhe era presente, e da mesma forma, a noção de seu autocrescimento e rápida difusão. Ele estava convencido de que o entendimento da relação entre mudança técnica e mudança geográfica era fundamental, sugerindo então, que os estudos geográficos levassem em conta, simultaneamente, as técnicas da vida social, as técnicas de energia, as técnicas de conquista do espaço e da vida de relações técnicas da produção e da transformação das matérias primas.

Aula 1 – A obra de Milton Santos – a evolução da análise da paisagem geográfica para a análise do espaço geográfico



Aula 1 – A obra de Milton Santos – a evolução da análise da paisagem geográfica para a análise do espaço geográfico

A obra de Milton Santos é mundialmente conhecida. A grandiosidade da obra dele esta fundamentalmente em desenvolver (eu ousaria dizer criar ou recriar) o conceito de espaço geográfico integrado com o desenvolvimento territorial em seus diversos sentidos (produtivo, social, material, territorial) dando-nos uma visão de totalidade. Vamos trabalhar o tema nesta aula. 

Abertura Aula Livro: A Natureza do Espaço – a essência do livro



Abertura Aula Livro: A Natureza do Espaço – a essência do livro

Sem dúvida alguma esse é o melhor livro de Milton Santos. Todos são bons, mas o que realmente contempla de forma ampla, profunda e estruturada o espaço geográfico é este livro. Em detalhes, nem sempre tão claros para a maioria, o professor Milton Santos narra a evolução e a revolução do capitalismo em sua saga pela apropriação do território. Ouça a aula em mp3 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Em meio século três definições de pobreza: inclusão, marginalidade e exclusão



11 – Em meio a um século, três definições de pobreza

Pobreza incluída: era uma pobreza que se produzia em um lugar e não era transmitido a outro lugar. 70

Marginalidade: o consumo se impõe como um dado importante, pois constitui o centro da explicação das diferenças das situações. 71

Pobreza estrutural globalizada: a pobreza atual resulta da convergência de causas que se dão em diversos níveis.

Da política dos Estados a política das Empresas: a relação incestuosa entre Estado e Corporações



10 – Da política dos Estados a política das empresas - Milton Santos 

A cidadania plena é o dique contra o capital pleno. 64

A globalização mata a noção de solidariedade, desenvolve no homem a condição primitiva de cada um por si, como se voltássemos a ser animais da selva, reduz as noções de moralidade pública e particular a um quase nada. 65

A política agora é feita pelo mercado. So que esse mercado global não existe como ator, mas como ideologia, um símbolo. Os atores são as empresa globais, que não tem preocupações éticas, nem finalisticas. 67

Ouça o áudio da palestra em mp3 

A violência estrutural e a perversidade sistêmica: o medo gerando violência



9 - A violência estrutural e a perversidade sistêmica

Num mundo globalizado, regiões e cidades são chamadas a competir e diante de tais regras atuais de produção e dos imperativos atuais de consumo, a competitividade se torna também uma regra de convivência entre as pessoas. 57

Jamais houve na história um período em que o medo fosse tão generalizado e alcançasse todas as áreas da nossa vida: medo do desemprego, medo da fome, medo da violência, medo do outro. 58

Ouça o áudio da palestra em mp3

Competitividade, Consumo e confusão de espíritos: o globalitarismo e ação



8 – Competitividade consumo, confusão de espíritos globaritarismo

Neste mundo globalizado, a competitividade, o consumo, a confusão de espíritos constituem baluartes do presente estado das coisas. A competitividade comanda nossas formas de ação. O consumo comanda nossas formas de inação. A confusão de espírito impede o nosso entendimento do mundo, do país, do lugar, da sociedade e de cada um de nós mesmos. 46

A concorrência atual não e a mais velha concorrência, sobretudo porque chega eliminando toda a forma de compaixão. A competitividade tem a guerra como norma. 46

Atualmente as empresas hegemônicas produzem o consumidor antes mesmo de produzir os produtos. Daí o império da informação e da publicidade. 48

Consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, a redução da personalidade e da visão do mundo, convidando também a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão. 49

Passamos de um uso imperialista, que era, também um uso desigual e combinado, segundo os continentes e os lugares, a uma presença obrigatória em todos os países dos sistemas técnicos hegemônicos, graças ao papel unificador das técnicas de informação. 52

Na esfera da sociabilidade, levantam-se utilitarismos como rega de vida mediante a exacerbação do consumo, dos narcisismos, do imediatismo, do egoísmo, do abandono da solidariedade, com a implantação galopante de uma ética pragmática individualista. 54

Ouça aqui o áudio da palestra mp3